O estado da Biblioteconomia

Palestra de Moreno Barros! Graduado em Biblioteconomia e Documentação pela UFF e mestre em Ciência da Informação pelo IBICT/UFF. Vale a pena assistir, afinal são poucos os materiais que a gente tem falando sobre nossa formação. É interessante ver a visão de um par. Normalmente ouvimos apenas o que nossos professores tem a dizer sobre o estado atual da Biblioteconomia, mas esquecemos que há uma outra geração de profissionais da informação muito capazes e habituados com as novas tecnologias.

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XV Enancib 2014

Os ENANCIBs, promovidos anualmente pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação (ANCIB), constituem o principal evento de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil.

O evento consiste de um foro privilegiado para apresentação e para discussão da pesquisa científica em Ciência da Informação, congregando estudantes, pesquisadores e programas de pós-graduação nacionais.

Em sua décima quinta edição, o ENANCIB 2014, com o tema “Além das nuvens: expandindo as fronteiras da Ciência da Informação”, será realizado de 27 a 31 de outubro de 2014, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte – MG.

Programação resumida

 

Segunda-Feira, dia 27/10/2014

  •  9:00 às 16:00 h

Fóruns Paralelos: Fórum dos Coordenadores de Pós-Graduação

Fóruns Paralelos: Fórum dos Coordenadores dos Grupos de Trabalho da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação

  • 9:00 às 16:00 h: Credenciamento
  • 17:00 às 17:30 hs:

Abertura do XV ENANCIB

Homenagem aos 25 anos da ANCIB

Homenagem aos 60 anos do IBICT

  • 17:30 às 18:30 hs: Palestra de Abertura (em inglês) – Prof. Jian Qin (Syracuse University, US)

 

Terça-Feira, dia 28/10/2014
  • 9:00 às 12:00 hs: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 12:00 às 14:00 h: Almoço
  • 14:00 às 17:00 h: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 17:00 às 17:30 h: Reunião de Fechamento (GTs)
  • 17:00 às 18:00 h: Apresentação de Posters (com presença de autores)
  • 17:30 às 19:00 hs: Fóruns paralelos – Fórum dos Editores Científicos de Publicações em Ciência da Informação e Áreas Afins
  • 17:30 às 20:45 hs: Mini-curso – eScience librarianship, Data science program and curriculum, Research data management, Research projects (Prof. Jian Qin, Syracuse University, US)
Quarta-Feira, dia 29/10/2014
  • 9:00 às 12:00 hs: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 12:00 às 14:00 h: Almoço
  • 14:00 às 17:00 h: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 17:00 às 17:30 h: Reunião de Fechamento (GTs)
  • 17:00 às 18:00 h: Apresentação de Posters (com presença de autores)
  • 17:30 às 19:00 hs: Fóruns Paralelos – Assembleia Geral da ANCIB
Quinta-Feira, dia 30/10/2014
  • 9:00 às 12:00 hs: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 12:00 às 14:00 h: Almoço
  • 14:00 às 17:00 h: Apresentação de Comunicações Orais GTs
  • 17:00 às 17:30 h: Reunião de Fechamento (GTs)
  • 17:00 às 18:00 h: Apresentação de Posters (com presença de autores)
  • 18:00 às 19:00 hs: Encerramento do XV ENANCIB
Sexta-Feira, dia 31/10/2014

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[CONCURSOS] Questão comentada sobre serviço de referência

Serviços de referência é assunto obrigatório! Toda prova cai pelo menos uma questão. Abaixo segue uma questão da CAPES, prova aplicada em 2012 pelo CESPE.

Julgue os próximos itens a seguir, que versam sobre os serviços de referência.

88 O processo de referência é linear e abrange a totalidade de procedimentos adotados pelo bibliotecário ao responder as questões que lhe são apresentadas.

89 Na representação de um ciclo da informação, os serviços de referência estão funcionalmente situados na fase de disseminação.

90 Por sua natureza, serviços de referência não podem constituir objeto de cooperação entre bibliotecas.

Resposta: Item 88: ERRADO ; Item 89: CERTO ; Item 90: ERRADO

Item 88: O processo de referência é assícrono e não linear. O bibliotecário de referência faz uma entrevista com o usuário para chegar a resposta da necessidade de informação que o usuário trouxe. Neste processo há várias renegociações e ferramentas diferentes que o bibliotecário faz uso para satisfazer a necessidade de informação do usuário.

Item 89:  Este item é respondido de forma clara por essa citação: […] Na verdade, um Serviço de referência/ informação ideal é aquele ao qual o usuário não tem nada a pedir, porque a sua necessidade de informação foi antecipada. A disseminação seletiva da informação é o primeiro passo nesta direção. (FIGUEIREDO, 1996, p. 37).

FIGUEIREDO, Nice Menezes de.Textos avançados em referência & informação. São Paulo: Polis: Associação Paulista de Bibliotecários, 1996. 124 p.

Item 90: Pelo contrário, serviço de referência DEVE ser objeto de cooperação entre bibliotecas. Veja a Rede RVBI, por exemplo, várias bibliotecas trabalhando cooperativamente não só no que tange ao processamento técnico mas também à pesquisa de materiais e empréstimos de livros.

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Nuvem de livros e pirataria

Tema polêmico: a nuvem de livros realmente iria acabar com a pirataria? Em um país que algumas leis não são respeitadas, acesso a livros a baixo custo seria respeitado? No papel a ideia é muito boa, talvez não seja muito boa para as editoras. Sou a favor do acesso livre ao conhecimento, principalmente aquele conhecimento que pode trazer, de alguma forma, a evolução da humanidade. Mas acredito que também existam aqueles livros que são sim comercializáveis. A questão é: essa solução acabaria com o problema de pirataria? Vejam a opinião de Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Arnaldo Niskier acredita que a Nuvem de Livros, o projeto de uma biblioteca virtual online criado no Brasil há três anos com grande sucesso, é uma ferramenta perfeita “contra a pirataria”.

Nieskier, que foi secretário de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia no estado do Rio de Janeiro, explicou à Agência Efe que esse projeto “não dá motivos para estimular a pirataria, porque, por cerca de três euros por mês (US$ 3,70), você pode ter acesso a informações e mais de 30 mil livros que estão na nuvem utilizando um computador ou um celular”.

A Nuvem de Livros, que, segundo Niskier, é um projeto que em breve será levado à Espanha e ao Peru, é uma biblioteca digital multiplataforma criada por Jonas Suassuna que é possível acessar de computadores e celulares conectados a internet.

“Esta experiência é uma solução que me parece inédita no mundo”, opinou o acadêmico. “No início do ano que vem teremos 2 milhões de estudantes, de gente interessada em ler os livros através da nuvem”. “É algo de muita qualidade e é um espetáculo”, acrescentou Niskier, que está de visita na Espanha.

O professor e acadêmico reivindica uma reforma no sistema educacional de seu país porque “nunca a educação e a cultura foi uma coisa prioritária para os governos”, acrescentou.

“No Brasil temos 60 milhões de estudantes em 200 mil escolas, mais que a população de muitos países do mundo, como a Espanha, mas não há uma educação de qualidade. Temos aulas durante três ou quatro horas por dia, quando deveriam ser oito. Os professores estão desmotivados e não recebem salários compatíveis com a dignidade humana”, destacou o imortal.

“Temos que trabalhar com uma pedagogia nacional, porque o Brasil tem uma personalidade própria. Olharam para teorias do exterior que em meu país não funcionam. Há anos focaram em gente como (Jean) Piaget, o gênio suíço que trabalhou sobre realidades europeias com crianças bem alimentadas que tinham a assistência de seus pais, e isso são coisas que não ocorrem no Brasil”, opinou Niskier.

Como acadêmico, reconhece que a modernidade entrou definitivamente na ABL, uma instituição avaliada positivamente por 84% da população brasileira, afirmou baseado em uma pesquisa recente.

“Nós temos no Brasil um dicionário com 94 mil entradas em língua portuguesa que serve para o mundo lusófono, e temos um site na internet com um sucesso extraordinário, feito por uma comissão de lexicografia e lexicologia com um grande equipamento eletrônico moderno que faz com que o público participe”.

“As pessoas podem fazer perguntas com seu computador que são respondidas todos os dias, inclusive aos sábados e domingos. Temos uma base de 5 mil questões por dia”, explicou.

Niesker, que também visitou a Academia da Língua Espanhola e conheceu como será a nova edição do dicionário da Real Academia Espanhola (RAE), que será lançado no próximo dia 16, afirma que o estudo da língua espanhola no Brasil é cada vez maior.

“No Brasil temos o português como língua oficial e durante muitos anos tivemos o francês como segunda língua, até a Segunda Guerra Mundial. Depois veio o inglês, mas o espanhol era quase desconhecido em nossas escolas, e agora, vendo a realidade objetiva, se vê que o interesse pelo espanhol cresce muito”.

“Muitos cursos de espanhol são oferecidos nas capitais brasileiras e eu acho que supera ao francês. Em pouco tempo foram criadas muitas oportunidades de negócio, de trabalho com o mundo hispânico. Muita gente vem ao Brasil porque a economia cresce e há boas oportunidades para fazer negócios”, concluiu o acadêmico.

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Concursos públicos abertos com vagas para o cargo de bibliotecário

Órgão UF Vagas
Prefeitura de Caldas NovasTodos os níveis de escolaridade GO 345
Câmara de Embu das ArtesTodos os níveis de escolaridade SP 192
Prefeitura de AracruzTodos os níveis de escolaridade ES 163
Prefeitura de AraçuaíTodos os níveis de escolaridade MG 176
Prefeitura de GasparTodos os níveis de escolaridade SC 171
Prefeitura de GuapimirimNíveis Médio e Superior RJ 344
Prefeitura de ItabiritoTodos os níveis de escolaridade MG 288
Prefeitura de Jardim de PiranhasTodos os níveis de escolaridade RN 114
Prefeitura de JucurutuTodos os níveis de escolaridade RN 307
Prefeitura de PacajusNíveis Médio e Superior CE 224
Prefeitura de Pereira BarretoTodos os níveis de escolaridade SP 3
Prefeitura de ValinhosTodos os níveis de escolaridade SP 206
Prefeitura de VieirasTodos os níveis de escolaridade MG 48

 

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Ambiente de trabalho nas bibliotecas

Manter um ambiente de trabalho agradável nem sempre é fácil, bibliotecas não fogem a essa regra, por isso selecionei 7 dicas para você praticar no seu trabalho. Algumas parecem bem óbvias, mas se observarmos com atenção vemos que muitas pessoas no nosso meio não fazem as coisas mais básicas, como dar um simples “Bom dia”. Praticar gentileza é o primeiro passo para ser feliz no trabalho.

1. CUMPRIMENTE AS PESSOAS: quem não gosta de ser recebido com um sorriso e um sonoro bom dia? Muitas pessoas, por chegarem cansadas, com sono, não percebem que não cumprimentam os colegas. Olhar nos olhos significa reconhecer as pessoas como seres humanos. Cumprimentá-las é um sinal de respeito, pois mostra que você as reconhece como seus semelhantes e mantém o caminho aberto para o contato. Não cumprimentar significa ignorar a presença do colega, e isso fecha qualquer tentativa de contato.

2.TRABALHE COM BOM HUMOR: o sorriso traz leveza para qualquer ambiente de trabalho. É muito bom trabalhar com pessoas bem humoradas porque estão sempre sorrindo e são mais otimistas. O sorriso é um cartão de visitas que mostra que você está disposto e aberto ao contato humano. Uma cara fechada denuncia uma pessoa que não quer interagir, ou que está nervoso com alguma coisa, e isso, naturalmente, afasta as pessoas. Muitas vezes, o dia a dia do trabalho e as preocupações fazem com que as pessoas se esqueçam de sorrir, e as pessoas não percebem que elas mesmas acabam ?contaminando? o ambiente com seu mau humor e preocupações.

3.ACEITE AS DIFERENÇAS: o grande problema dos relacionamentos reside nas diferenças. É difícil aceitar pessoas que pensam e se comportam diferentes de nós. Procure aceitar que as pessoas são diferentes porque possuem histórias de vida, valores e culturas diferentes e por isso podem enxergar o mundo de um jeito diferente do seu. Aprenda a se colocar no lugar dos outros e compreender seus pontos de vistas. Compreender o outro significa não julgá-lo, e aceita-lo mesmo quando ele não concorda com o seu ponto de vista.

4.OFEREÇA AJUDA: tenha iniciativa. Se você perceber que um colega seu está com dificuldade e você pode ajuda-lo, não pense duas vezes! Ofereça ajuda! Aja com os outros da mesma forma como você gostaria que as pessoas agissem com você. É muito bom poder construir um ambiente de trabalho em que as pessoas colaboram umas com as outras. Então, comece por você!

5.FIQUE LONGE DAS FOFOCAS: a fofoca muitas vezes contamina o ambiente de trabalho. Não faça parte de conversas que fazem comentários maldosos com relação a colegas de trabalho. Caso alguma informação chegue até você, pare e pense: ?se você passar essa informação adiante as consequências serão positivas ou negativas??, ?isso melhorará ou piorará o ambiente de trabalho??. Se a informação não for ajudar então não passe adiante. Deixe que a informação morra com você.

6.TENHA UMA POSTURA MADURA: evite melindres, ou ficar na posição de vítima. Caso o seu departamento ou você mesmo tiver que enfrentar algum problema, faça-o de forma madura, sem chiliques, sem chororôs, sem buscar outros culpados. Baseie-se na realidade e foque na resolução dos problemas. É muito ruim trabalhar com pessoas emocionalmente imaturas.

7.SAIBA RECEBER E DAR FEEDBACKS: para construir um bom relacionamento é preciso fazer ajustes, por isso saber dar e receber feedbacks é fundamental. Para alguns, receber feedbacks é mais difícil porque somos resistentes à críticas, por isso ele se torna um grande desafio. Reconhecer com humildade que é preciso melhorar em alguns aspectos é muito importante e fundamental para construir relacionamentos baseados na confiança. Saber dar feedbacks também é uma habilidade difícil pois poucos sabem como fazê-lo de forma assertiva e objetiva, de forma a promover o crescimento das pessoas. Mas a confiança advinda do hábito do feedback é base forte para bons relacionamentos e parcerias de trabalho.

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Formato MARC: o que estudar?

Formato MARC é uma realidade nas provas, com a automação das bibliotecas é natural que os órgãos exijam que tenham algumas questões no certame sobre este tema. Mas o que estudar? Este conteúdo foi baseado em questões de concursos para bibliotecários de diversas bancas.

O formato de registro MARC foi desenvolvido pela LOC e pela British Library para comunicação de descrições bibliográficas em formato legível por computador, de tal modo que os registros pudessem ser reformatados para atender a qualquer objetivo imaginável.

O formato UNIMARC é um novo formato de intercâmbio internacional de registros MARC. A estrutura do registro MARC não é mundialmente idêntica, no entanto o formato UK MARC será suficente para exemplificar o formato de registro. Tanto o UK MARC quanto o UNIMARC obedecem  à ISO 2709, que é a norma de intercâmbio de dados bibliográficos em fita magnética.

O formato MARC inclui até 61 elementos de dados, 25 dos quais são recuperáveis diretamente durante as buscas. O formato é compatível com o AACR2 e com a CDD, sendo previsível que venha a sofrer modificações, a fim de se adaptar a novas edições destes instrumentos de trabalho.

O formato MARC compreende duas seções:

Seção 1: contém informações descritivas dos dados bibliográficos;

Seção 2: contém os dados bibliográficos propriamente ditos.

Os campos abrangidos pela seção 2 e que, portanto, contém os dados bibliográficos, são todos eles campos de tamanho variável. Por conseguinte, é preciso sinalizar o começo e o fim de cada campo. Assim, cada campo é precedido de um paragráfo (tag) de três caracteres e dois indicadores numéricos, e termina com um delimitador especial. Os parágrafos consistem em três algarismos situados na faixa 000-945. Os parágrafos têm uma estrutura mnemônica, uma vez que obedecem à mesma sequência de um registro catalográfico, e os parágrafos das entradas secundárias refletem os parágrafos dos cabeçalhos principais. Por exemplo, os principais parágrafos são:

100 – Entrada principal pelo nome pessoal;

110 – Entrada principal pelo nome de uma entidade;

240 – Título Uniforme;

245 – Título e indicação de responsabilidade;

250 – Edição e indicação de responsabilidade pela edição, organizador, etc.;

260 – Área da publicação (imprenta);

300 – Colação;

400 – Indicação de série;

500 – Notas

Atualmente, um nome de autor pessoal, em geral, também trás ’00’ na segunda e terceira posições, de modo que:

100 é usado para um entrada principal de autor pessoal;

600 é usado para uma entrada de autor pessoal como assunto;

700 é usado para uma entrada secundária de autor pessoal.

Cada um dos campos principais também tem dois indicadores de campos que são algarismos de um dígito colocados em seguida ao parágrafo e que são exclusivos do campo ao qual são atribuídos. Empregam-se os indicadores com a finalidade de distinguir tipos diferentes de informações inseridas no mesmo campo, de acolher entradas secundárias de títulos, de indicar o número de caracteres a serem desprezados na alfabetação dos títulos, e de mostrar se certas informações, como edição e imprenta, se relacionam com uma parte ou com o todo de uma obra de múltiplas partes.

Muitos campos num registro catalográfico contém unidades distintas menores, conhecidas como subcampos. Os subcampos usuais na área de publicação (imprenta) são: lugar de publicação, publicador (editora) e data de publicação. Todos os subcampos são precedidos de um código de subcampo, que consiste num único símbolo (por exemplo, ‘$’) e uma única letra. Uma área de publicação seria codificada assim:

260.00 $aSão Paulo, $bMelhoramentos e $c1993.

Os códigos são definidos no contexto do campo em que são empregados, mas códigos similares são usados em situações paralelas. Por exemplo, os códigos de subcampo para um nome pessoal são constantes, independentemente de ele ou ela ser autor ou assunto, principal ou secundário.

Os campos de controle são a única parte de seção 1 que é inserida pelo catalogador. Eles contém dados como o número de controle do registro (ISBN), língua em que o texto está escrito, código de nível intelectual, código do país de publicação, e controlam o acesso ao registro principal.

Cada registro começa com um rótulo e um diretório, ambos inseridos pelo programa. O rótulo contém informações sobre o registro, como, seu tamanho e situação (novo, modificado, etc), tipo e classe. O diretório é uma lista de localização que relaciona, para cada parágrafo, o parágrafo, o número de caracteres do campo e a posição do caractere inicial dentro do registro.

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Recursos: Descrição e Acesso (RDA)

Essa obra é de autoria de Chris Oliver, coordenadora de Catalogação da McGill University Library, em Montreal (Canadá), e tem como título Introdução à RDA: um guia básico (1) [Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.]. A edição original em inglês foi publicada em 2010, pela American Library Association. Portanto, ambas as edições possuem conteúdos muito recentes.

Texto de Murilo Bastos da Cunha

Como se sabe a RDA está provocando uma enorme mudança na catalogação internacional desde a publicação da segunda edição do Código de catalogação anglo-americano – com edição brasileira publicada pela FEBAB em 1983 e em 2004, agora incorporando a revisão de 2002; também existe uma reimpressão, lançada em 2010 (2-4). Pensava-se que seria lançada uma nova edição do código de catalogação e que a sua nova sigla, continuando a longa tradição das versões anteriores, fosse AACR3. Além disso, essa nova edição certamente iria incluir as modificações geradas pelas atualizações ocorridas no formato MARC 21. Mas, a longa tradição de edições sucessivas do AACR foi quebrada e não teremos o AACR3!

Todavia, “apesar de manter uma forte relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais abrangente do que o das AACR2” (p. 1). De fato, as normas da RDA são baseadas nos modelos conceituais do Functional Requirements for Bibliographical Records (FRBR, Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e do Functional Requirements for Authority Data (FRAD, Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), e incorporam um ponto de vista impensável anos atrás. Agora a estrutura da descrição bibliográfica inclui também o acesso à informação do objeto descrito como um todo.

O novo livro está composto por sete capítulos. O primeiro, intitulado “O que é a RDA?”, mostra a base teórica na qual a RDA foi baseada. A autora menciona que “a RDA consiste num conjunto de instruções práticas, que, no entanto, baseia-se numa estrutura teórica que define a forma, a estrutura e o conteúdo desta nova norma” (p. 1). Os dados RDA podem “ser codificados com o emprego de esquemas existentes, como o MARC21, Dublin Core, MODS e também podem ter correspondências estabelecidas com outros esquemas, atuais ou futuros. (…) os dados RDA também foram projetados para serem usados no ambiente da Rede e em novos tipos de estruturas de bases de dados. (…) A RDA pode ser utilizada para a descrição tanto de recursos tradicionais quanto não-tradicionais, analógicos e digitais, dentro e fora da biblioteca” (p. 3).

O segundo capítulo aborda as relações da RDA com as normas, modelos e princípios internacionais. Nele é apontado que a RDA “emprega os conceitos, a terminologia e os princípios reconhecidos pela comunidade internacional de catalogação. Baseia-se em tradições catalográficas existentes embora também se leve em conta a forma como os dados das bibliotecas serão usados no futuro. (…) A RDA foi desenvolvida para se encaixar na matriz de normas internacionais de descrição de recursos” (p. 8).

O terceiro capítulo comenta o FRBR e FRAD na RDA. Aí se afirma com detalhes que a RDA é de fato uma aplicação desses dois modelos conceituais. “Esses modelos moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções” (p. 17). Um aspecto interessante é apontado pela autora: “os modelos FRBR e FRAD são modelos de entidade-relação. Foram desenvolvidos com o emprego de enfoque e metodologia semelhantes. O ponto de partida de ambos os modelos são os usuários e suas necessidades. (…) As necessidades do usuário são definidas em termos de tarefas de usuário. (…) Há quatro tarefas de usuário relativas ao uso de dados bibliográficos, e quatro relativas a dados de autoridade” (p. 19-20).

Continuando, a autora enfatiza que “o foco não está no catalogador que cria um único registro, mas no usuário que busca esse registro em grandes catálogos ou bases de dados” (p. 22). Mostra também que a RDA dá ênfase ao registro de relações.

O quarto capítulo explica que a RDA é a norma que substitui as AACR2, mas que coexiste uma continuidade entre ambas, a saber: a mesma estrutura de governança; a RDA foi construída sobre os mesmos alicerces das AACR2; muitas instruções foram derivadas das AACR2 e os novos registros catalográficos serão compatíveis com o antigo código de catalogação.

O quinto capítulo aborda as diferenças e similaridades existentes entre a RDA e o AACR2. Nessa parte da obra analisam-se os aspectos relacionados com a implantação da RDA. Nessa transição as associações profissionais, as escolas de biblioteconomia e o próprio profissional exercerão papéis primordiais para que essas mudanças sejam feitas de forma tranquila. Aqui vale a pena apontar um importante aspecto: para que as normas RDA sejam implantadas e largamente utilizadas no Brasil e nos outros países lusófonos elas precisam ser traduzidas com certa urgência. É quase certo que a barreira linguística pode ser um empecilho para a transição das normas das AACR2 para a RDA.

No último capítulo a autora comenta as vantagens, o presente e o futuro da RDA no contexto informacional. Ao finalizar ela aponta que “na medida em que os catalogadores forem construindo o corpo de dados RDA, os usuários começarão a notar as vantagens de uma norma que coloca suas necessidades no centro” (p. 130).

Com todo esse contexto das tecnologias da informação, especialmente a internet, ficou inevitável a demanda de novas normas de catalogação que pudessem descrever os novos objetos digitais. Assim, o universo bibliográfico fica agora atualizado e de posse de regras que finalmente poderão descrever esse contexto da informação digital surgido nos últimos quinze anos. As normas da RDA vêm dar ao bibliotecário e a outros profissionais de informação um moderno e prático instrumento imprescindível para o bom exercício profissional na área de catalogação nesse mundo digital.

O livro, portanto, é editado no momento certo. Ele pode servir como um prático e didático ponto de partida para os profissionais e estudantes nesse processo de transição ora iniciado.

Referências bibliográficas

(1) OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 978-85-85637-45-3
(2) Código de catalogação anglo-americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983. 2 v.
(3) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002 São Paulo: FEBAB; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 2 v. ISBN 8585024046
(4) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002, reimpressão. São Paulo: FEBAB, 2010. 2 v. ISBN 9788585024048

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[CONCURSOS] Questão comentada sobre gestão da qualidade

Escolhi essa questão para comentar porque gestão de qualidade é um assunto que vem caindo repetidas vezes, tanto em provas do CESPE como em outras bancas. Essa questão foi da prova da CAPES em 2012 aplicada pelo CESPE.

Julgue os próximos itens, que versam acerca da gestão da qualidade dentro de uma organização.

63 O Diagrama de Pareto, o Diagrama de Ishikawa e o Plano de Ação (5W1H) são ferramentas básicas de que o gestor dispõe na busca do aprimoramento constante da qualidade para auxiliar no estabelecimento de melhorias e na redução das fontes de variação controláveis dos produtos e serviços.

64 A gestão da qualidade deve ser entendida como um processo contínuo na busca da excelência da qualidade de produtos e serviços, primando pela adoção de mecanismos de observação direta com o objetivo de identificar as necessidades e aspirações dos clientes/usuários.

Resposta: Item 63: CERTO ; Item 64: CERTO

Item 63: As ferramentas para melhoria da qualidade incluem, entre outras, o:

Fluxograma: indicado para a visualização e entendimento de um processo, por apresentar, em uma sequência lógica, os passos que o compõem;

Gráfico de Pareto: ao classificar os problemas em ‘poucos vitais’ e ‘muitos triviais’, mostra-se ferramente útil para definir que problemas serão atacados primeiro, levando a otimização de esforços;

Diagrama de Ishikawa: utilizado tanto na fase de estudos de um processo, quanto na fase de planejamento, por identificar e organizar as variáveis que afetam um problema ou os fatores que influenciam no êxito de algum esforço;

Brainstorming: ferramenta que auxilia na busca de soluções criativas para um determinado problema.

Plano de ação 5W1H: permite considerar todas as tarefas a serem executadas ou selecionadas de forma cuidadosa e objetiva, assegurando sua implementação de forma organizada. Cada ação deve ser especificada levando-se em consideração os seguintes itens:

What? – O que será feito?

When? – Quando será feito?

Where? – Onde será feito?

Why? – Por que será feito?

Who? – Quem o fará?

How? – Como será feito?

O plano de ação, após serem definidas todas as etapas acima, deve ficar em local visível por toda a equipe para que as ações passem a ser executadas.

Dependendo do enfoque pretendido pela análise, o uso de uma, ou outra, ou mesmo a combinação de várias desses ferramentas, pode se mostrar mais adequado.

Outras abordagens para a melhoria da qualidade como MBWA (Management by Wandering Around) ou PEET (Program for Ensuring Everebody’s Thanked), ou mesmo a simples observação dos 14 pontos de Deming, podem contribuir positivamente para a questão elevando o nível de qualidade do produto oferecido.

Fonte

Item 64: […] Para implantação de um sistema de qualidade, deve-se ter em mente que esta forma de gestão é um método sistemático (processo contínuo) de estabelecimento de padrões, de identificação de problemas por meio de monitorização contínua dos processos, de análise das causas e solução de problemas e promoção de melhorias quando necessárias e possíveis (visando identificar as necessidades e aspirações dos clientes/usuários).

Fonte

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Principais periódicos da Ciência da Informação

Para os bibliotecários que estão tentando mestrado em Ciência da Informação ou estudando para concursos de Biblioteconomia é importante saber quais são os principais periódicos científicos da nossa área. O Departamento de Ciência da Informação da UFSCAR fez uma lista desses periódicos informando ainda índice Qualis de cada um deles.

•    Biblos (ISSN 0102-4388) – Qualis B3

 •    Brazilian Journal of Information Science (ISSN 1981-1640) – Qualis B1

•    Ciência da Informação (ISSN 0100-1965) – Qualis B1

•    DataGramaZero (ISSN 1517-3801) – Qualis B1

•    Em questão (ISSN 1807-8893) – Qualis B1

•    Encontros Bibli (ISSN 1518-2924) – Qualis B1

•   Informação & Informação (ISSN 1981-8920) – Qualis B1

•   Informação & Sociedade: estudos (ISSN 1809-4783) – Qualis A2

•    Perspectivas em Ciência da Informação (ISSN 1413-9936) – Qualis A2

•    Ponto de Acesso (ISSN 1981-6766) – Qualis B2

•    Revista ACB (ISSN 1414-0594) – Qualis B2

•    Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação (ISSN 0100-0691) – Qualis B1

•   Revista Digital de Biblioteconomia e CI (ISSN 1678-765X) – Qualis B1

•    LIINC em Revista (ISSN 1808-3536) – Qualis B1

•    TransInformação (ISSN 0103-3786) – Qualis B1

Sobre o Índice Qualis

O Qualis é um levantamento realizado pela Capes com o intuito de mensurar a qualidade da produção científica dos programas de pós-graduação.

A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por um processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos de qualidade – A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C – com peso zero.

Para mais informações sobre o Índice Qualis da Capes acesse http://qualis.capes.gov.br/webqualis/principal.seam

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