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Fevereiro 8, 2012

O sucesso na busca do Google

Google libera alguns segredos sobre como funciona o algorítimo de sua busca. Alguns assuntos são muito técnicos, mas para nós bibliotecários é muito importante ter uma noção de como os buscadores são desenvolvidos para tirar o máximo deles, aumentando o desempenho e a precisão nas nossas buscas. Afinal, o que seria de nós sem nosso querido Google? 

“Debaixo do capô”: Google mostra como seu buscador consegue fazer tanto sucesso

17/01/2012

Foram gastos o equivalente a mais de 1000 anos em mão de obra para desenvolver algoritmo. Conheça algumas curiosidades.

O Google resolveu ser mais transparente: divulgou dados sobre seu buscador e como ele se tornou o maior e mais usado da web. Com uma iniciativa chama de “Under the Hood” (ou “Debaixo do Capô”, em português) alguns dados e estatísticas foram liberados.

Assim, pudemos ficar sabendo que o Google já levou cerca de 1 milhão de horas de computação para preparar a página. Além disso, mais de 1000 anos humanos foram gastos para o desenvolvimento do algoritmo de busca da empresa.

Outros dados curiosos apontam que o buscador tem mais de 1 bilhão de buscas diárias – ou cerca de 450 bilhões de consultas únicas desde 2003.

Em um dia, 20% das buscas são totalmente novas. Mas, você já pensou o quanto sua pergunta tem de viajar para ser respondida? Bom, segundo a empresa, a informação trafega cerca de 2,4 mil quilômetros, em média, entre o seu click e a resposta na sua tela.

A empresa ainda divulgou mais dados, que podem ser acessados aqui. Também há um vídeo (em inglês) explicando como funcionam as implementações de novas ideias e ferramentas ao buscador, que pode ser conferido abaixo:

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=J5RZOU6vK4Q&w=560&h=315]

Fonte: Olhar Digital

Algoritmo de buscas do Google é constantemente aprimorado

Empresa testou 20 mil experimentos de busca em 2011, diz especialista

LONDRES – O gênio por trás das buscas do Google, Amit Singhal, disse que seu sonho vem dos tempos de criança: construir o comunicador da série “Star Trek” (“Jornada nas Estrelas”, no Brasil), pelo qual o computador de bordo da nave estelar NCC1701 USS Enterprise ouvia as perguntas faladas e as respondia também falando.

Entrevistado pelo site “This is London”, Singhal já está há 11 anos trabalhando na líder mundial em buscas on-line, e disse que, assim que chegou, recebeu a incumbência de reescrever o algoritmo que impulsionava as buscas no site.

“Nem cheguei a ler o código que estava executando as buscas no Google. Escrevi um código paralelo e disse aos chefes que aquele era o jeito que eu faria para implementar as buscas”, disse Singhal.

O projeto foi imediatamente aprovado e até hoje constitui a espinha dorsal das buscas do Google.

Singhal construiu os fundamentos do mecanismo de busca, mas revela que a complexa estrutura lógica do algoritmo é continuamente aprimorada. Cada novo módulo é testado em escalas sucessivas de realismo e os resultados são cuidadosamente analisados por especialistas independentes em estatística. Após todas essas etapas, os engenheiros mais seniores decidem em reuniões semanais quais novas implementações irão ser lançadas ao público.

E, quando esse lançamento acontece, os usuários nem percebem de imediato — mas algo melhora em suas buscas.

“No momento temos cerca de 100 ideias flutuando e sendo testadas, mas testamos milhares dessas ideias anualmente. Em 2011, tocamos cerca de 20 mil experimentos com as buscas. É claro que nem todos eles se incorporaram à busca pública geral, mas conduzimos este processo de maneira bastante científica”, conta o especialista.

As pequisas com reconhecimento e processamento de voz estão bem avançadas no Googleplex. Já existem protótipos de smartphones em que se pode falar normalmente em inglês e ouvir logo em seguida a tradução perfeita do que foi dito para o idioma espanhol.

“Posso ir para o Japão e, num restaurante local, fotografar o cardápio e vê-lo traduzido, ajudando-me a fazer o pedido de comida”, diz Singhal orgulhoso.

Fonte: O Globo

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