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março 1, 2016

Ergonomia para concursos

Ergonomia é um assunto que algumas bancas como Cesgranrio, por exemplo, gostam de cobrar. Fiz um artigo com tudo o que você precisa saber sobre o assunto e responder as questões sem medo de errar. Não costumam cair várias questões sobre esse assunto em uma mesma prova, o máximo que vi foi duas. Mas lembre-se  que uma questão pode ser a que define se você está dentro ou fora das vagas! Digo isso por experiência própria, já fiquei fora das vagas por apenas uma questão, foi muito frustrante, mas para minha sorte, deu tudo certo no final. Em concurso público temos que fazer de tudo para diminuir o fator sorte porque normalmente ela está contra a gente.

Fatores ergonômicos da biblioteca

Dentro da estrutura de uma biblioteca universitária, a acessibilidade envolve tantos aspectos urbanísticos (estacionamento, caminhos de acesso etc.), como aspectos arquitetônicos (iluminação, ventilação, espaço para circulação entre ambientes, banheiros, rampas adequadas etc.) e aspectos de informação e comunicação (sinalização, sistemas de consulta e empréstimos, tecnologia de apoio para usuários portadores de deficiências, sistemas para acesso remoto etc.).

O prédio “deve servir como um ‘envelope’ barreira entre um ambiente interno controlado e um ambiente externo estável e como um ‘filtro’ permitindo a entrada controlada de luz, calor, umidade e outros elementos do meio ambiente”.

Os edifícios inteligentes usam a natureza como meio de descanso para os usuários e se preocupam com a ergonomia do prédio como um todo, dos móveis, a combinação das cores, dos hábitos dos usuários, entre outros fatores.

A melhor forma de se preparar para concursos públicos é saber como estudar e ter o material certo.

Acústica

Dentro de uma biblioteca o nível de ruído, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 1999) é de 35-45 decibels. Esta norma tem por objetivo estabelecer os níveis de ruídos aceitáveis em ambientes internos onde se realizem atividades de comércio, indústria, arte, ensino, esporte e outros. Para os efeitos desta norma, o nível de ruído aceitável é o valor máximo do nível de som, sendo este medido em decibels, que permite o mínimo de conforto à maioria dos ocupantes de um determinado ambiente.

Mediante estas informações, o bibliotecário deve tomar medidas práticas para corrigir as falhas existentes, tais como:

  • adaptar cabines de estudo individual;
  • criar áreas de silêncio com devido isolamento acústico;
  • uso de carpete e/ou pisos sintéticos para abafar o barulho dos passos;
  • colocação de telefones e máquinas de escrever em cabines;
  • posicionamento das mesas/balcões de trabalho distantes das áreas de silêncio;
  • evitar a interferência de barulhos, como casas de máquinas, subestações elétricas, elevadores, ar condicionado, etc;
  • colocar cartazes convidando ao silêncio.

Temperatura

O ambiente da biblioteca, deve ser um local quente no inverno e fresco no verão, a temperatura e a umidade do ar precisam ser controladas, já que o ambiente da biblioteca está ligado à preservação do acervo.

Umidade

Um dos fatores que colocam em risco a grande maioria dos acervos é a umidade. A temperatura deve ser mantida em torno de 19º a 23º centígrados e a umidade relativa do ar entre 50% a 60%, através de aparelhos específicos, como, ar condicionado, ventiladores, higrômetros e desumidificadores.

A higienização periódica do acervo é um ponto fundamental para a sua preservação e para a segurança do usuário. A higienização dos documentos devem ser realizadas com um aspirador de pó ou trincha de cerdas macias, uma vez ao ano. A limpeza sistemática do ambiente, com pano úmido e aspirador deve ser diária.

Além dos métodos de controle, utilizados por empresas especializadas no extermínio de baratas, traça de livro, piolho de livro, brocas e cupins, recomenda-se a utilização de estantes de metal. A estante de madeira tratada deverá ser usada para a parte do acervo que reúne filmes e fitas magnéticas.

Ventilação

O local da Biblioteca deve ser projetado para ter iluminação natural, sem que haja uma incidência direta da luz solar no acervo, e ventilação adequada, que reduzirá bastante o aparecimento de pragas. É importante verificar que, a preservação do material bibliográfico e dos equipamentos existentes estão diretamente relacionados com a escolha do local da Biblioteca. Portanto, deve-se verificar se o local não está sujeito a variações bruscas de temperatura, umidade, inundações, incêndios, pragas, etc.

A ventilação deve ser garantida, assim como a circulação do ar, por sistemas de ventilação e através de filtros de alta qualidade. O ar deve ser constantemente renovado, com janelas dimensionadas e posicionadas adequadamente, sem corrente direta, mas proporcionando a devida movimentação do ar. Deve ser evitada a conjunção temperatura elevada/umidade.

Iluminação

A luz é utilizada em bibliotecas de duas maneiras, como iluminação ambiental e como iluminação de serviço. A iluminação ambiental define a expectativa geral do visitante, transmitindo uma atmosfera psicológica no espaço interno. A iluminação de serviço é aquela utilizada por funcionários e usuários da biblioteca nos espaços de estudo e serviço fixo, por isso deve ser melhor avaliado seu processo de escolha para não prejudicar essas pessoas.

O limite de radiação ultravioleta tanto para acervos quanto para leitura seja de 75 Ultra Violeta – UV (mw/ lumen).

A radiação ultravioleta (luz solar e lâmpadas fluorescentes) são prejudiciais ao papel, a celulose oxida. E as reações de mudanças na cor e composição dos materiais continuam mesmo após removida a causa, os danos são cumulativos.

A luz solar (UV), não deve incidir diretamente sobre o acervo, bem como a luz branca (lâmpadas fluorescentes), que devem ser mantidas numa boa distância da coleção, pois são altamente prejudiciais ao papel, tornando-os escuros (amarelados), devido a degradação da lignina presente na sua composição. Recomenda-se o uso de filtros protetores nas janelas e nas lâmpadas. Persianas nas janelas amenizam a ação da luz solar.

A norma NBR 5413 estabelece uma iluminância média de 500 lux para sala de leitura; para o recinto das estantes e fichários são 300 lux. Os locais para leitura podem ficar próximos das janelas, mas as estantes contendo o acervo jamais deverão ficar em local onde há incidência da luz natural.

Pisos e revestimentos

O piso ideal deve ser silencioso, impermeável, resistente à água, à prova de fogo, que não seja favorável à infestação de insetos, que não exale nenhum poluente nocivo e que seja de fácil manutenção. O carpete é, por vários motivos, uma escolha a ser considerada. É um dos mais usados pelo conforto e custo. Sob alguns aspectos, é inadequado (em termos de preservação). Uma de suas vantagens é a ótima absorção de som, luz e ruídos. Hoje se encontram carpetes anti-alérgicos, anti-micróbios, antiestáticos, auto-extinguíveis, e apresentam tipos diferentes para serem aplicados em áreas de alto e médio tráfego.

Outro ponto a considerar quando se escolhe o tipo de piso são as cores que serão usadas. As estantes não precisam ser necessariamente cinzas. Deve-se evitar o visual pesado da concentração de cores “mortas”, adotando-se o uso de cores quentes nos mais diferentes pontos em que possam provocar impactos positivos. Por exemplo, a grande área de armazenagem de coleções merece um colorido no piso para contrastar com a estanteria, que na maioria das vezes é cinza ou em outro tom neutro como casca de ovo.

Mobiliário

O mobiliário da biblioteca deve ser simples, resistente e ergonômico, com bom acabamento, visando o conforto de seu usuário. Não deve apresentar frestas, pois pode acumular poeira e/ou insetos e as extremidades devem ser arredondadas, quando se tratar de mesas e cadeiras. Móveis de aço são resistentes, tem maior durabilidade e evitam a umidade e infestação de insetos. É imperativo que se empregue estantes de metal na armazenagem do acervo. As cadeiras devem apresentar suporte lombar móvel, estofados nem duros e nem macios demais (em tecido poliéster), algumas com braços e altura reguláveis. Os computadores não podem ser instalados perto de aparelhos de ar condicionado, em áreas que pegam sol o dia inteiro e junto a janelas.

A Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde do Trabalhador – NR 17/Ergonomia (117.000-7) estabelece:

Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

  • ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;
  • ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
  • ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.

Fonte